A presunção e a vaidade podem atrapalhar a evolução do homem, até mesmo daqueles que têm boa vontade.
A presunção é a capacidade de uma pessoa acreditar que é muito mais do que é na realidade. A fantasia pode vir como conseqüência, mas vamos tratar da presunção. No nosso dicionário, presunção é explicado como ato ou efeito de presumir.
É a opinião ou juízo baseado nas aparências, na suposição e suspeita. Com isso uma pessoa pode imaginar que ela é muito importante tendo mais valor do que tudo que a rodeia. Não que ela seja melhor que os outros seres humanos, mas se sente mais importante que a natureza, que o ar, a água, a energia que vem do sol, e assim por diante.
Com isso, seus atos, como agredir a natureza cortar indiscriminadamente árvores e matas, poluindo rios, destruir morros, acabando com as nascentes, produzindo lixos incontáveis, parecem justificados.
O homem tem liberdade para cometer esses erros, porém eles não o eximem de sua total responsabilidade. A presunção vai mais além, é quando uma pessoa, em virtude do progresso material e tecnológico, se acha poderosa podendo curar doenças e enviar aeronaves para outros sistemas.
A presunção vai ao cúmulo quando o homem se considera um deus. E não são poucos os homens que acreditam que têm dentro de si uma fagulha divina e que com o seu progredir se tornará deus.Será que o ar que respiramos, a água que bebemos e com a qual nos banhamos, os alimentos que comemos não lhe parecem importantes? Será que o que existe por detrás de toda essa vida na natureza, nas águas, no ar e tudo mais que é invisível aos nossos olhos terrenos não tem valor ?
Pois então procure o homem “fabricar” do nada um grão de arroz, uma gota d’água ou o oxigênio para a nossa vida. O não reconhecimento desse Universo grandioso e harmonioso, que traz vida e possibilidade de existência ao homem nestas paragens, faz do homem um ser pretensioso e fora de sintonia com o conjunto. E como a responsabilidade está inserida em uma das Leis Universais do plantar e colher, hoje estamos colhendo os frutos que plantamos em outras épocas.
Já a vaidade tem outras nuances além daquela ligada ao cultivo da beleza e do narcisismo, tão falado pelos homens. A vaidade que queremos focar é aquela advinda da presunção, que coloca o homem num pedestal e o faz sentir-se grandioso, poderoso e que consegue dominar o seu meio através de seus poderes terrenos como o dinheiro, a posição social, o cargo que tem em uma empresa ou numa instituição a que pertence na sociedade.
Essa vaidade um pouco escondida, mas latente, com algumas “desculpas” e sob alguns disfarces, pode levar muitas pessoas a se distanciarem da verdadeira essência do existir como seres humanos. Essa vaidade pode também aumentar a distância desse ser humano com o meio que vive e com o Criador de todo o Universo visível e invisível. Não o deixa reconhecer que, como homem é uma parte desse Universo criado e precisa ocupar o seu devido lugar, respeitando e se harmonizando com todo esse Universo.
Hoje e de há pouco tempo atrás muito se fala sobre a ecologia, o desequilíbrio ecológico, os desastres ambientais, o aquecimento global e as possíveis conseqüências que virão em virtude desse mau comportamento do homem. Mas a preocupação que ele apresenta é um tanto egoística por estar mais preocupado com a sua existência na Terra, pois, do jeito que as coisas andam, o futuro do homem já está comprometido.
O homem não está preocupado em descobrir as Leis que regem esse grandioso Universo visível e invisível. Não está preocupado em descobrir a verdadeira função que lhe cabe nesse Universo e o verdadeiro propósito da sua existência. Ainda bem que percebe que errou muito, mas descer do pedestal da vaidade e da presunção ele não consegue.
Cultivar a humildade e a vontade de aprender os valores verdadeiros que o ser humano traz dentro de si poderá mudar o rumo de sua história na Terra. Não importa somente “salvar” o planeta, mas sim encontrar o verdadeiro caminho que leva o homem ao progresso espiritual e a verdadeira vida, que virá com a consciência e a prática do reconhecimento de Deus e Sua Criação.
Reconhecer que somos parte dessa Criação e que como tal, poderemos viver conscientes no plano espiritual, do qual partimos quando ainda éramos inconscientes.
Quando agradecermos a Deus tudo que recebemos e a possibilidade de desenvolvermos nossa consciência partindo deste plano material daremos uma comprovação que conseguimos retirar de nós as ervas daninhas da presunção e da vaidade e com humildade podermos praticar os outros valores, ou talentos, que a nós foram confiados.
Um comentário:
A Ignorancia tem duas interpretações:
uma é mais difundida, é a carência de conhecimentos. Ter pouco conhecimento é relativo, podemos achar que entendemos de espiritismo e ouvir tres frases do Chico Xavier e perceber que temos Muuuito a apreender...
A outra ignorância é mais delicada e mais profunda. è quando achamos que já sabemos o suficiente sobre o Espiritismo e que não precisamos sequer ouvir palavras sábias de Chico Xavier.
è a atitude de ignorar
Assim temos dois tipos de pessoas:
As Ignorantes que tiveram pouco acesso a instrução;
E as Ignoradoras que recusam a instrução que tem acesso dizem "ah isso ja sei", essas são presunsosas e vaidosas.
Se vc se acha ignorante parabens! O Filosofo Socrates disse:"So sei que nada sei". e Assim está aberto seu caminho de crescimento, na humildade.
Se vc se sente ignorador já é um passo em direção ao crescimento, ja percebeu seu orgulho e poderá superá-lo.
Saudações
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