segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Educar a mediunidade

Estude a Codificação Espírita - obras codificadas por Allan Kardec.
"O Livro dos Espíritos"e "O Livro dos Médiuns" em especial.
E leia com atenção, estudando.
Boa leitura e bom esclarecimento!
Mediunidade é sintonia. Padrão vibratório é repercussão da mente.
Mente é como um grande escritório, com vários departamentos.
São alguns departamentos: memória, vontade, inteligência, aspirações, angústias, etc.
Somente a vontade é forte o bastante para sustentar a harmonia íntima.Contudo, a vontade não consegue impedir a reflexão mental, as idéias estranhas, os pensamentos sugeridos pelos Espíritos, pois a lei da sintonia entre os semelhantes é irrevogável.
A sintonia é sugestão pelo pensamento. Pela vontade você pode escolher suas atitudes. A filtragem do pensamento para se transformar em atitude só dependerá de você.
A vontade pode impor a disciplina sobre todos os elementos e mantê-los coesos e coerentes com o bem.
Portanto, independente da sua possível sensibilidade mediúnica mais caracterizada, aplique a vontade no bem, objetivando o desenvolvimento moral de todos, inclusive o seu.
Pense e reflita, estude e ame.
Ninguém é obrigado a desenvolver a mediunidade na casa espírita. Acreditamos, hoje em dia, que o termo mais adequado é "educar a mediunidade".
A educação da mediunidade propriamente dita vai além das poucas horas de reunião íntima no centro.
O "desenvolvimento mediúnico" pede disciplina, estudo constante e incessante, prática da caridade sem limites e amor ao bem.
Para que tenhamos êxito na tarefa mediúnica, faz-se míster que atentemos a exclamativa de todos os tempos: Conhece-te a ti mesmo.
Com os Espíritos Superiores, na codificação espírita, por Allan Kardec, aprendemos de forma lúcida e coerente a mediunidade com Jesus, de forma simples, prática e objetiva, segura e amarosa. Ouçamos ao chamado da consciência.

domingo, 4 de janeiro de 2009

2009 ANO DE SÃO SEBASTIÃO!!!!

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO DIA 20 DE JANEIRO NA SOCIEDADE ESPIRITA SÃO SEBASTIÃO. O MENTOR DESTA CASA ILUMINADA!!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

DOUTRINA ESPÍRITA, porque estudarmos?

DOUTRINA ESPÍRITA



Toda crença é respeitável.
No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade.

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Toda religião é sublime.
No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

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Toda religião é santa nas intenções.
No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor.

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Toda religião auxilia.
No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada.

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Toda religião é conforto na morte.
No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

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Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes.
No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever.

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Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.
No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução.

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Toda religião educa sempre.
No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face.

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Toda religião fala de penas e recompensas.
No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina.

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Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.
No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho.

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Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento.

“Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

“Espírita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências.

“Espírita” deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

“Espírita” deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo.

E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos.

Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

EMMANUEL - Psic. F. C. Xavier - Livro “Religião dos Espíritos” - Ed. FEB.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O poder de acreditar em si mesmo

Eu sou uma amiga e contribuinte do jornalzinho e hoje resolvi escrever. Porque escrever é algo que amo fazer e, segundo porque pessoas que dão oportunidades para quem quer começar, seja o que for e na área que for, hoje em dia são espécies raras.

Então, como primeira contribuição ao jornal, decidi escrever sobre o poder de acreditar em si mesmo. O próprio site tem textos sobre auto-estima e mudanças, mas nunca é demais falar sobre esse poder que todos nós temos e, muitas vezes nem percebemos ou usamos. Acreditar é uma palavra forte por natureza, existem músicas que falam disso - "quem acredita, sempre alcança" - ou ainda aquela "a fé move montanhas". E ás vezes isso passa tão despercebido no nosso dia-a-dia, são tantos problemas, tantas dívidas, tanto isso ou tanto aquilo que bate aquele desânimo e a gente fala "isso acontece só comigo", ou "nunca vou sair dessa situação". 

A cada vez que falamos algo, positivo ou negativo, para nós mesmos, nossa energia capta essas vibrações e a joga no Universo - teoria comprovada cientificamente. Existe um texto do Einstein que ilustra bem isso: "A vida é como jogar uma bola na parede: Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul; Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde; Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca; Se a bola for jogada com força, ela voltará com força. Por isso, nunca jogue uma bola na vida de forma que você não esteja pronto a recebê-la. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos"

E se Barack Obama, o novo presidente dos Estados Unidos, não acreditasse em seu sonho de mudar o mundo? E se Ayrton Senna não acreditasse que podia ser o melhor da fórmula 1? E se tantos atores, atrizes, artistas hoje conhecidos não acreditassem em seus talentos, mesmo que em algum momento pensassem em desistir? Eles não seriam quem são ou não conseguiriam chegar onde chegaram. Isso vale para o amor também, se não acreditarmos na nossa capacidade de amar, desejar encontrar a pessoa certa para viver um relacionamento estável, duradouro, repleto de amor, carinho, ninguém irá acreditar por nós e a bola com certeza voltará da mesma forma que a jogamos.

Portanto, todo mundo é capaz de realizar seus sonhos, alcançar seus objetivos, mesmo que obstáculos apareçam ou tudo pareça difícil. Esse é o desafio da vida: acreditar em nós e ir em frente, aprender com nosso passado, mas olhar para o presente e plantar o que desejaremos colher no futuro, seja o emprego dos sonhos, o marido ou mulher ideal, a casa própria, um carro novo, qualquer coisa. Acreditem em vocês sempre, esbanjem alegria, coragem, digam a si mesmos o quanto são capazes, mesmo que as circunstâncias estejam contra, pois elas funcionam exatamente como a mola que precisamos para seguir em frente e enfrentar a vida. Eu acreditei em mim para estar aqui escrevendo esse texto, então, acreditem em vocês também!

Luciana S.P. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Almoço de Natal


Será realizado no dia 13 de dezembro , para os médiuns e seus familiares maiores informações na Secretaria da Sociedade Espirita São Sebastiao.

Você sabe como surgiu a lenda do Papai Noel?
Alguns acreditam que ela surgiu na Idade Média, quando a peste matou milhares de crianças. A lenda dizia que Noé, o mesmo que construiu a arca, teria pedido a Deus que o enviasse novamente à Terra, para que pudesse alegrar um pouco os pequeninos. Deus aceitou, e então Noé surgiu como o velho Noel distribuindo os bichinhos de sua coleção de animais para divertir a garotada.Outra tradição conta que Papai Noel foi um bispo católico muito bondoso, chamado Nicolau, que viveu na no século 5. Cansado de ver o sofrimento de seu povo , especialmente das crianças, ele resolveu presentear a garotada com brinquedos e comida todo final de ano. Por isso, Papai Noel também é conhecido como São Nicolau, o santo das crianças, e seu dia é comemorado em 6 dezembro. O nome em inglês do Papai Noel, Santa Klaus, vem exatamente desse velhinho bonzinho.Se depender do Papai Noel, o mistério vai continuar para sempre! Mesmo que não passe de uma lenda, ele simboliza a bondade e a alegria que a gente deve carregar no coração, durante o Natal e o ano inteiro!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

AMOR SEM ILUSÃO

Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.
Ao longo do caminho, à sua frente, percebeu que vinha em sua direção um velho sábio.
E porque se demorasse em seus pensamentos sem encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.
Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:
- Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família com bases no verdadeiro amor.
- Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.
- Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.
- Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.
- Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?
Nesse mesmo instante aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.
Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:
- Acabo de enterrar o corpo de meu pai que morreu antes de completar 50 anos.
- Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos. Seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.
- Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias nem contemplar seu sorriso de ternura.
- Não verei suas mãos enrrugadas tomando as minhas com profundo afeto.
Nesse momento o sábio dirigiu-se ao jovem e lhe falou com serenidade:
- Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?
- O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente.
- É nesses sentimentos sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.
A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física sem observar as grandezas da alma imortal.
O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.
O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa e a deixa quando chega a hora, para prosseguir vivendo e amando, tanto quanto o permita o seu coração imortal.
Pense nisso!
As flores, por mais belas que sejam, um dia emurchessem e morrem... Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.
O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.
Mas as virtudes do espírito que dele se liberta continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, no frasco do coração.

Por Luciana S.P. médium da Sess ilustrado com a Fábula: AMOR SEM ILUSÃO

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sonhos premonitórios





O que são sonhos promonitórios? Como diferenciar uma premonição de um sonho comum? Saiba o que fazer quando você tiver sonhos desse tipo.
Existem importantes observações na literatura espírita sobre os sonhos premonitórios. É fundamental conhecê-las para que se possa construir uma base sólida e clara sobre o assunto. Tanto nas obras da codificação como em outras complementares, ressalta-se o discernimento que devemos ter em suas diferentes manifestações. Vejamos algumas dessas citações com o objetivo de compreender melhor os seus significados, sem nos prender em más interpretações.

Codificação espírita
A pergunta 404 de O Livro dos Espíritos diz: “Que se deve pensar das significações atribuídas aos sonhos? Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, freqüentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal. São também, como atrás dissemos, um pressentimento do futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta”.
Prossegue ainda na pergunta 405: “Acontece com freqüência verem-se em sonho coisas que parecem pressentimento, que, afinal, não se confirma. A que se deve atribuir isto? Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas idéias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma idéia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa idéia”.
A Gênese, também se refere ao tema. Relata que José, pai de Jesus, foi advertido por um anjo em sonhos para que fugisse para o Egito com o menino. O capítulo XV da obra faz uma reflexão sobre as advertências que podem ser feitas por intermédio dos sonhos e que fazem parte dos livros sagrados de todas as religiões. Salienta ainda que o fenômeno nada tem de anormal, já que durante o sono o espírito se desliga dos laços da matéria para entrar momentaneamente na vida espiritual, porém adverte que nem sempre se pode deduzir que os sonhos são avisos ou tenham significado específico.
Além das obras de Allan Kardec, há citações sobre o tema em outros livros de cunho espírita. O livro Recordações da Mediunidade – da médium Yvonne A. Pereira, orientado pelo espírito de Bezerra de Menezes, diz: “Existem vários processos pelos quais o homem poderá ser informado de um ou outro acontecimento futuro importante da sua vida. Comumente, se ele fez jus a essa advertência, ou lembrete, pois isso implica certo mérito, ou ainda certo desenvolvimento psíquico, de quem o recebe, é um amigo do Além, um parente, o seu espírito familiar ou o próprio guardião maior que lhe comunicam o fato a realizar-se, preparando-o para o evento, que geralmente é grave, doloroso, fazendo-se sempre em linguagem encenada, ou figurada, como de uso no Invisível, e daí o que chamais “avisos pelo sonho”, ou seja, sonhos premonitórios...
O estudo da lei de causa e efeito é matemática, infalível, concreta, para a observação das entidades espirituais de ordem elevada, e, assim sendo, ele se comunicará com o seu pupilo terreno através da intuição, do pressentimento, da premonição, do sonho etc. O estudo da matemática de causa e efeito é mesmo indispensável, como que obrigatório, às entidades prepostas à carreira transcendente de guardiães, ou guias espirituais. Estudo profundo, científico, que se ampliará até prever o futuro remoto da própria Humanidade e dos acontecimentos a se realizarem no globo terráqueo, como hecatombes físicas ou morais, guerras, fatos célebres etc., daí então advindo a possibilidade das profecias quando o sensitivo, altamente dotado de poderes supranormais, comportar o peso da transmissão fiel aos seus contemporâneos.”.

Devemos encarar com naturalidade
O livro Conduta Espírita, ditado por André Luiz ressalta algumas observações a respeito da postura que se deve assumir diante dos sonhos e suas revelações: “Encarar com naturalidade os sonhos que possam surgir durante o descanso físico, sem preocupar-se aflitivamente com quaisquer fatos ou idéias que se reportem a eles. Há mais sonhos na vigília que no sono natural.
Extrair sempre os objetivos edificantes desse ou daquele painel entrevisto em sonho. Em tudo há sempre uma lição. Repudiar as interpretações supersticiosas que pretendam correlacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, gastando preciosos recursos e oportunidades da existência em preocupação viciosa e fútil. Objetivos elevados, tempo aproveitado. Acautelar-se quanto às comunicações intre vivos, no sonho vulgar, pois, conquanto o fenômeno seja real, a sua autenticidade é bastante rara. O espírito encarnado é tanto mais livre no corpo denso, quanto mais escravo se mostre aos deveres que a vida lhe preceitua.
Não se prender demasiadamente aos sonhos de que recorde ou às narrativas oníricas de que se faça ouvinte, para não descer ao terreno baldio da extravagância. A lógica e o bom senso devem presidir a todo raciocínio.
Preparar um sono tranqüilo pela consciência pacificada nas boas obras, acendendo a luz da oração, antes de entregar-se ao repouso normal. A inércia do corpo não é calma para o Espírito aprisionado à tensão. Admitir os diversos tipos de sonhos, sabendo, porém, que a grande maioria deles se originam de reflexos psicológicos ou de transformações relativas ao próprio campo orgânico. O Espírito encarnado e o corpo que o serve respiram em regime de reciprocidade no reino das vibrações”.
O importante colaborador da doutrina espírita, Léon Denis, na obra No Invisível, faz relevantes comentários sobre os sonhos premonitórios no capítulo XIII que reproduzimos alguns trechos para melhor entendimento: “Os sonhos em suas variadas formas, têm uma causa única: a emancipação da alma. Esta se desprende do corpo carnal durante o sono e se transporta a um plano mais ou menos elevado do Universo, onde percebe, com o auxílio de seus sentidos próprios, os seres e as coisas desse plano.
Algumas vezes, quando suficientemente purificada, a alma, conduzida por espíritos angélicos, chega em seus transportes alcançar as esferas divinas, o mundo em que se geram as causas. Aí paira, sobranceira ao tempo, e vê desdobrarem-se o passado e o futuro. Se acaso comunica ao invólucro humano um reflexo das sensações colhidas, poderão estas constituir o que se denomina sonhos proféticos.
Nos casos importantes, quando o cérebro vibra com demasiada lentidão para que possa registrar as impressões intensas ou sutis percebidas pelo Espírito, e este quer conservar, ao despertar, a lembrança das instruções que recebeu, cria então, pela ação da vontade, quadros, cenas figurativas das imagens fluídicas, adaptadas à capacidade vibratória do cérebro material, sobre o qual, por um efeito sugestivo, as projeta energicamente. E, conforme a necessidade, se é inábil para isso, recorrerá ao auxílio dos Espíritos mais adiantados, e assim revestirá o sonho uma forma alegórica”.
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 08.