quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A ansiedade nos dias apressados de hoje

Esses primeiros anos do século 21 têm oferecido inúmeras oportunidades de crescimento e aprendizagem, proporcionando experiências nunca antes desfrutadas pelos conterrâneos do passado.
Ao mesmo tempo, hoje transformado em aldeia, o planeta está todo conectado, bombardeando o ser humano com fatos e notícias, muitas sem importância, o que alimenta o vício de se manter bem-informado.
Para grande parte das pessoas, o dia-a-dia é uma somatória de desafios que nem sempre são enfrentados com serenidade. Desemprego, violência, fracasso ou status social, muitos são os fatores que preocupam o cidadão de todas as idades.
A ansiedade nasce do medo que o desconhecido provoca em nós. Aliado à falta de confiança em Deus e em si mesmo, o medo do futuro amplia a ansiedade, que deve ser identificada e tratada, para evitar as conseqüências desastrosas a que ela pode conduzir.
Além dos fatores externos a que estamos todos sujeitos, sob a instabilidade que a vida moderna se apresenta ao ser humano, existem os fatores espirituais, que determinam a reação do indivíduo frente aos combates da atual encarnação. Nesse caso, seja por possíveis conflitos trazidos de vidas anteriores, seja pela insegurança íntima que carrega consigo, o ser humano traduz sua ansiedade pela variação de humor e de interesse, assim como a instabilidade emocional e afetiva.
Nesse particular, segundo Joanna de Ângelis, o ansioso busca um amor de forma desesperada, porque quer a segurança emocional que o outro pode lhe proporcionar. Estranhamente, porém, não se envolve em profundidade, por medo de perder o amor e sofrer com o rompimento.
Como terapia para a ansiedade, Joanna recomenda, em “Conflitos existenciais”, além da psicoterapia, o cultivo do otimismo e da paciência, a reflexão e a meditação, que irá inspirar o indivíduo à ação no bem.
A ansiedade é o medo e a incerteza que vêem do inconsciente profundo.
O conhecimento do futuro e a confiança daí nascida é o caminho para a paz e a saúde espiritual que se busca.

Um comentário:

Filipe Pinheiro disse...

Nao tenho a pretensão de encerrar este assunto, mas gostaria de compartilhar minhas idéias para provocar uma discussão:

Desejos não atendidos nos entristecem. quanto mais ousados os desejos maior a tristeza caso não consiguamos atender esses desejos.
A reação natural ao desconhecido é o medo, que induz a defesa.
O medo é algo bom pois nos conduz a precaução.
O medo de não poder honrar um compromisso nos induz ao trabalho.
O medo da solidão nos induz à comunhão e dai nasce uma comunidade.
A busca frenética por informações vem do medo do desconhecido, acreditamos que se soubermos das coisas não seremos surpreendidos.

Mas que coisas precisamos saber?

O compromisso com a produção de informações/notícias gera uma avalanche de informações.
O que nos adianta tanta informação se não sabemos o que fazer com ela?
Entendo que aí podemos buscar Kardec, que em uma frase me atrevo a resumir: que busquemos o conteúdo em vez da forma. Que busquemos o sentimento em vez da idéia.
Assim, como forma de vivenciar a ansiedade de cada dia, busquemos antes compreender do que ser compreendido.
Buquemos antes aceitar com resignação o que nos acontece procurando compreender seu conteúdo, procurando compreender os sentimentos envolvidos e depois nos ocupemos se os nossos desejos são atendidos ou não.

Nossos desejos são forma, nossos sentimentos são conteúdo.

Cabe a cada um perdoar-se pela ignorancia na forma de atender os proprios sentimentos.

O sentimento vem do espirito o desejo é a interpretação que a carne faz a partir de sua própria ignorancia.