sábado, 25 de outubro de 2008

Questões Bizantinas

Contam que em 1453, os muçulmanos do califa Otoman, invadiram e destruíram Bizâncio (ou Constantinopla), a capital do Império Romano do Oriente, terminando aí a Idade Medieval e começando a Idade Moderna. Enquanto isso ocorria, nos conventos e nos mosteiros, longe do mundo material, os bispos discutiam o sexo dos anjos, daí o usarmos a expressão "questão bizantina" quando se discute um assunto que não nos levará a lugar nenhum, enquanto temas muitíssimos mais importantes e atuais são colocados para segundo plano. Brigamos por causa do futebol, esquecendo o abate da Amazônia!
Não quero de maneira alguma polemizar com quem quer que seja. Demais, à maneira de Voltaire, posso não concordar com nada do que você está dizendo ou escrevendo, mas defenderei com unhas e dentes o seu direito de pregar a sua opinião. Assim, exponho o que penso. Não quero polemizar, repito!
Depois da morte do querido médium Chico Xavier, na minha miopia, um verdadeiro homem de Bem, definido por Kardec tanto em "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" como em "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO", o mineiro de Pedro Leopoldo se deu e se doou totalmente ao amor ao próximo, como os católicos Madre Teresa de Calcutá e Francisco de Assis, o protestante Albert Schweitzer, o judeu Zamenhof, o hinduísta Gandhi. Mas como eu vinha escrevendo, depois que Chico voltou para o Mundo Maior, eis que alguns companheiros e companheiras, a quem amamos, admiramos e respeitamos de todo coração, aparecem abertamente pregando que Chico foi Kardec reencarnado. "Questão de lana caprina" , como diriam os que conhecem o português e o latim.
Não penso assim. Foram duas personalidades totalmente diferentes. Como João, o Batista, questionou o Rei Herodes. Como John Huss, encarou a fogueira da Inquisição sem medo. No avião em turbulência, Chico começou a gritar com medo da morte. Foi, a meu ver, muito subserviente a seu mentor Emmanuel, Espírito a quem eu, pessoalmente, muito devo na interpretação de inúmeros textos bíblicos, graças à série de 4 obras lançadas pela FEB como "CAMINHO
VERDADE E VIDA" e também, "VINHA DE LUZ", "PÃO NOSSO" e "FONTE VIVA". Contam (não sei se é verdade, porque assim que alguém se destaca e se ergue sobre a maioria, ainda mesmo em vida física, logo aparece o mito); mas contam que Chico Xavier comeu uma barata morta na sopa feita por uma cega que a preparou para ter a alegria de almoçar com o médium abnegado e bondoso para com todos. E Chico comeu a barata por ordem de Emmanuel. Kardec questionava, com respeito, os Espíritos...
Ao invés de discutir se Kardec voltou como Chico – por que não se questiona, (e darei apenas um único exemplo de suma importância no mundo atual no começo do século XXI) este modelo neoliberal que está matando muita gente de fome como o desemprego e está destruindo a natureza?

()O Reformador artigo de 2003

Um comentário:

Filipe Pinheiro disse...

Irmãos espíritas,
Diante da crise financeira mundial que vêm se agravando nas últimas semanas a conclusão deste texto de 2003 nos impele a reflexão do que temos feito do nosso voto e da nossa participação na sociedade.
Votem com consciência neste domingo, sabendo que não existe candidato ideal como não existe eleitor ideal. Mas existe o melhor que podemos fazer. Que cabe a cada um perceber.
Paz a todos