domingo, 12 de outubro de 2008

O NOBRE E O GRANJEIRO

Era uma vez um granjeiro escocês muito pobre que se chamava Fleming.
Certo dia, quando estava trabalhando na lavoura, ouviu gritos que vinham de um pântano ali perto. Largou tudo e correu para o pântano. Encontrou um rapaz enterrado num charco, lutando desesperadamente para não afundar. O granjeiro conseguiu pegar a mão do rapaz, salvando-o assim do que poderia ter sido uma morte lenta e dolorosa.
No dia seguinte, parou na porta da pequena casa do granjeiro uma carruagem de onde saiu um homem, elegantemente vestido que se apresentou como o pai do rapaz que havia sido salvo.
- Quero recompensá-lo, disse o nobre. O senhor salvou a vida do meu filho.
- Não, não posso aceitar pagamento pelo que fiz, discordou o escocês.

Neste momento o filho do granjeiro veio até a porta da casa e o nobre perguntou :
- É seu filho ?
- Sim, disse o granjeiro orgulhosamente.
- Então proponho-lhe um trato. Permita-me proporcionar a seu filho o mesmo nível de educação do qual desfrutará o meu próprio filho. Se o rapaz se parecer com o pai, não tenho dúvidas de que crescerá e se tornará um homem do qual nos orgulharemos muito.
O granjeiro aceitou.
Fleming freqüentou as melhores escolas e se graduou na “Saint Mary’s Hospital Medical School”, em Londres.
Nas suas pesquisas, em 1928 descobriu a Penicilina. Foi professor da St. Mary’s Medicine School de 1928-1948, sendo reconhecido como Professor Emérito da Instituição.
Anos depois, o filho do mesmo nobre esteve doente, com pneumonia, e o que salvou sua vida foi a Penicilina.
Sir Alexander Fleming (1881-1955), bacteriologista escocês, Prêmio Nobel de 1945 em Fisiologia e Medicina.
O nome do nobre senhor, era Lord Randolph Churchill e seu filho, salvo pelo granjeiro Fleming, se chamava Sir Winston Churchill, Primeiro Ministro do Reino Unido e maior líder britânico do século XX.
Coincidência ou a lei do eterno retorno?

Um comentário:

Filipe Pinheiro disse...

texto sugere afinidade espiritual.
Porque o campones se sentiu impelido a ajudar o nobre?
E porque a recompensa do nobre foi em favor do crescimento do Filho do campones?
Interpreto um sentimento de gratidao verdadeira e não de compensação apenas.
A oferta do nobre nao foi de pagar pelo serviço de resgate do filho mas de dar o que de melhor podia e o que de melhor o campones seria capaz de receber.

Ainda...

O campones abriu mao de seus afazeres para ajudar o proximo.
O Nobre tampouco se limitou a premiar com a sobra de sua riqueza, mas dedicou seu tempo em auxílio.

A doação do nosso tempo é um exercício maravilhoso de caridade.

Saudações